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ALEMANHA

... fazendo com que as marcas da história se transformassem em memoriais e exposições.
Calinca Renon e Simone Martini

Arq. Calinca Renon e Simone Martini

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Berlim, com sua população de 3,5 milhões, é a capital da Alemanha. Principalmente para arquitetos e amantes da arte e do design, é quase impossível ir a Berlim e não visitar Dessau-Roßlau, uma pequena e encantadora cidade. Lá se encontra uma das mais expressivas e influentes instituições de arte do século XX, a Bauhaus. Idealizada em 1926 pelo arquiteto Walter Gropius, que era fortemente influenciado pelas vanguardas modernistas europeias, a escola tornou-se um clássico da arquitetura e desenvolveu uma nova forma de pensamento conectando arquitetura, arte, design industrial, tipografia e design de interiores; e que desde então influenciou a arquitetura internacional. 
Já em Berlim, nota-se claramente nas ruas, através de arquitetura contemporânea e histórica, o que a cidade enfrentou com a 2ª Guerra Mundial. No centro da cidade ainda é possível ver resquícios do muro que dividia a cidade em ocidental e oriental, e que hoje também serve como plano de fundo para grafites e pinturas artísticas. 
Nota-se a tristeza da população local por tudo que aconteceu, fazendo com que as marcas da história se transformassem em memoriais e exposições.
Aproximando-se do Portão de Brandemburgo, o que se destaca é a sua monumentalidade. Foi encomendado pelo rei Frederico Guilherme II e construído entre 1788 e 1791 por Carl Gotthard Langhans para ser a porta de entrada da cidade. Ali se passou boa parte da história de Berlim, como os desfiles de Napoleão, os discursos de Hitler e a comemoração da queda do Muro, em 1989. Apesar de ter sofrido grandes danos com a Guerra, foi totalmente restaurado e hoje é um dos cartões-postais de Berlim.
Próximo do Portão de Brandemburgo, encontra-se o Memorial do Holocausto, projetado por Peter Eisenman e inaugurado em 2005. É composto por 2.711 blocos semienterrados de concreto aparente, simbolizando túmulos, que medem entre 0,50 e 4,50 metros de altura e que acompanham a topografia formando um jogo de volumes que se destacam ao entorno consolidado. 
O prédio de arquitetura moderna, projetado pelo arquiteto Daniel Libenskind, forma juntamente com o antigo prédio de estilo barroco o Museu Judaico de Berlim. Esse prédio, que por si só já é uma atração, traduz em seu interior a história do Holocausto através das galerias e salas de exposições, onde é possível perceber através dos sentidos visual, auditivo e tátil o que significou a Guerra e as consequências que ela trouxe para a população. Em uma das galerias é possível caminhar sobre peças de ferro estampadas com rostos que simbolizam os judeus, cujo barulho se assemelha ao choro de pessoas. É uma experiência realmente tocante!
 

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